CURA DA DOR DE CABEÇA                           

Este processo pode ser usado para outros sintomas, porém funciona mais precisamente na dor de cabeça aguda, cuja causa seja de cunho psico-emocional.  Em outros sintomas ajuda a compreender e superar os aspectos de cunho psicológico, envolvidos no caso. Eu próprio, em minha prática diária de psicoterapia, o tenho empregado com os mais variados tipos de sintomas, mesmos em as doenças consideradas graves, como câncer, diabetes, cardiopatias, entre outras. Os bons resultados, a meu ver, se devem ao fato de este procedimento permitir que sejam retirados os aspectos psicológicos que funcionam como se fossem os átomos que formam  a molécula do sintoma. Uma vez retirados os átomos, a molécula se decompõe, proporcionando um alívio imediato e tornando viável a superação problema. Tais aspectos psicológicos são, por exemplo: culpas, ressentimentos, mágoas, arrependimentos, raivas e ainda uma gama de sentimentos que aparecem durante o procedimento que apresentaremos. Uma vez expressados os sentimentos,  no contexto terapêutico, a pessoa se alivia, logo demonstrando o desejo de perdoar e também de ser perdoada; “perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”. Ao final deste procedimento que, na maioria das vezes, se faz em  uma sessão de 50 minutos, a pessoa libera a energia de cura que estava bloqueada e que agora passa a se expressar sob a forma de sentimento de “gratidão”, que funciona como um dos  mais poderosos instrumentos de cura dos males psicoemocionais. Sugerimos aos iniciantes neste campo, que experimentem  o processo em sintomas, como a dor de cabeça aguda, até ganharem a confiança de aplicá-lo nos sintomas mais graves.

PROCEDIMENTO

1)  Focalize a sua dor de cabeça, permita-se senti-la de modo receptivo, para que possa descrever a intensidade do desconforto, situando-o em uma escala de 0 a 10, em que 10 representa o maior grau  e 0 a ausência  de desconforto.  Tal descrição  deve ser feita no presente e em termos sensoriais (VAC). 

2)  Em seguida, coloque uma cadeira em sua frente e imagine uma folha de cartolina sobre a cadeira, acompanhada de vários lápis de cor ou pincéis coloridos à sua disposição, para que represente a dor de cabeça visualmente, através de um desenho.  Não é necessário fazer o desenho efetivamente, basta imaginá-lo. Estamos sugerindo que passe a representação mental da dor para aquela cartolina, usando as cores que desejar na forma que quiser.  Isto implica em mudar o sistema representacional da dor de cinestésico (C)  para visual (V). 

3)  Depois que a representação visual estiver concluída, expresse verbalmente todos os sentimentos provocados pela dor,. por ex.: “Você está me deixando louco”, “Não te suporto mais, sai de mim! Vá embora!” etc. Você deve expressar toda a negatividade existente em seu interior relacionada ao sintoma representado na cartolina  imaginária, falando diretamente ao sintoma.

4)  Depois pense em uma pessoa ou uma circunstância de sua vida, para a qual fizesse sentido dizer tudo o que foi dito à representação visual de sua dor.  Logo que a pessoa ou circunstância seja encontrada, faça uma substituição colocando o que tiver sido encontrado no lugar da cartolina e repita tudo que falou à representação, como se estivesse falando com a pessoa ou circunstância que o sintoma evocou.  Uma das evidências de que encontrou-se a raiz do problema é que você, neste ponto, coloca mais energia e realismo em sua atuação.

5)  Mude agora  de cadeira, colocando-se no lugar do outro e respondendo ao que foi dito. Expresse-se totalmente, a partir do ponto de vista do outro (segunda posição perceptiva). Depois volte à  cadeira original (primeira posição) e faça a réplica. Mantenha o diálogo até encontrar uma estrutura de concordância, até você se conscientizar da contribuição que vem fazendo para manter o sintoma.

6)  Volte à escala de 0 a 10 e indique em que grau está o seu desconforto. Geralmente neste ponto o sintoma já desapareceu completamente.  Se, entretanto, ainda restar algum desconforto, repita com ele o processo a partir do passo 2, repetindo tantas vezes quantas forem necessárias  para zerar o problema. Considera-se zerado quando a dor de cabeça tiver desaparecido completamente. No caso de se estar trabalhando com sintomas crônicos, considera-se zerado quando todo o peso emocional tiver dado lugar a um sentimento de leveza  através do perdão/gratidão.

7)  Verifique se tudo está bem para você. Faça um teste, imaginando-se num futuro próximo, numa situação em que normalmente a dor de cabeça ocorreria. Observe como se sente. Tudo bem? Então cumprimente-se pelo poder do cérebro que você tem e boa sorte!

 

Jair Rodrigues Sallazar,

Psicólogo clínico, Gestalt-Terapeuta, Trainer em Programação Neurolinguística, Practitioner em Terapia  da Linha do Tempo e membro da Comunidade Mundial de PNL e Saúde. Contato: (0**31) 3225-8176